::.. Cruz das Almas ..::

Tendo por povoadores iniciais tropeiros procedentes de Cachoeira, que no século XVIII, atraídos pela fertilidade do solo, estabeleceram a cultura da cana-de açúcar, fundaram engenhos e iniciaram a construção de um arraial. Cruz das Almas nasceu à margem da estrada real, que partindo de São Félix para sudoeste, se dirigia ao rio de contas e seguia rumo a Minas Gerais e a Goiás. A origem do nome é explicada pela existência de um grande cruzeiro de madeira fincado no ponto mais alto do planalto cruzalmense, onde paravam para descansar e orar pelas almas, nas suas idas e vindas transportando mercadorias. A segunda versão é de caráter sentimental, de saudosismo pátrio. Alguns fundadores da vila, portugueses, teriam batizado a nova povoação com o nome de sua terra de origem, a Cruz das Almas Lusitana. Nas proximidades do Cruzeiro foram surgindo algumas casas de pau a pique em pequenas clareiras em meio a mata circundante. O Cruzeiro, onde rezavam para as almas, mais tarde Cruzeiro das Almas, foi absorvido pelo arraial, transformando-se assim em Cruz das Almas e constituindo a freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Outeiro Redondo do Município de São Félix. Por Alvará Régio do Príncipe Regente Dom João, de 22 de janeiro de 1815, foi oficialmente elevada à condição de Freguesia, com o nome de Nossa Senhora do Bonsucesso de Cruz das Almas.

Sua emancipação foi sancionada em 29 de julho de 1897 através da Lei estadual nº 119, que alçava o Distrito de Cruz das Almas à categoria de Vila e Município, com território desmembrado de São Félix. A sede foi elevada à categoria de cidade através Lei Estadual de 31 de agosto de 1921, recebendo o nome de Nossa Senhora do Bom Sucesso da Cruz das Almas.

A energia elétrica foi instalada no dia 09 de janeiro de 1934, substituindo a iluminação pública a motor inaugurada em 1904.

O cultivo da lavoura de fumo atraiu empresas estrangeiras que compravam e enfardavam o fumo em Cruz das Almas, impulsionando o desenvolvimento local através da geração de empregos. Em 16 de março de 1935 foi criado o Instituto Baiano do Fumo – IBF, pelo Decreto Estadual nº 9.409, o qual tinha por finalidade o fomento e defesa sanitária da lavoura do fumo, o comércio e a industrialização do seu produto.

 Outros dois importantes marcos para o progresso de Cruz das Almas foram a implantação da Escola de Agronomia e da Embrapa neste município. A Escola de Agronomia começou a funcionar em 01 de maio de 1943, graças ao empenho do Dr. Luiz Eloy Passos, prefeito na época, do Dr. Lauro de Almeida Passos, presidente da Caixa Econômica Federal e do Dr. Landulfo Alves, interventor do Estado da Bahia. Já o antigo Instituto de Pesquisas e Experimentação Agropecuária do Leste (IPEAL) e, originalmente, Instituto Agronômico do Leste (IAL), transformou-se no Centro Nacional de Pesquisas de Mandioca e Fruticultura Tropical (CNPMF) da Embrapa, executando, hoje, a coordenação de pesquisas de mandioca e fruticultura tropical, com o objetivo de elevar a produção e a produtividade, melhorar a qualidade dos produtos e reduzir os custos de produção destas culturas.

O município de Cruz das Almas está situado no planalto pré-litorâneo, abrangendo uma superfície de 173,9 km2, com uma população de 53.049 habitantes segundo dados do IBGE levantados no último Censo Demográfico de 2000. O seu perfil geográfico é limitado pelos municípios de Muritiba (Norte), São Felipe (Sul), São Felix (Leste) e Sapeaçu (Oeste). Dista de Salvador, capital do Estado, 146 km por rodovia (BR 101) em conexão com a BR-324 (Salvador-Feira de Santana).

 
 
 

História

  • Emancipação: O município de Cruz das Almas foi criado através da Lei nº 119 de 29 de julho de 1897, desmembrando-se de São Félix.
  • Cidade nacionalmente conhecida pela exuberante festa de São João e a perigosa porém bela guerra de "espadas" com vitimas fatais.

 

Aspectos Geográficos

 

Limites

  • Ao Norte – Muritiba
  • Ao Sul – São Felipe
  • A Oeste – Conceição do Almeida e Sapeaçu
  • A Leste – São Félix.

 

Acessos

  • Distância: O município situa-se no recôncavo Sul da Bahia, distando 146 quilômetros da capital do Estado, Salvador, a qual liga-se por via BR 101 e 324.

 

População

A população do município está em torno de 60 mil habitantes, com uma densidade demográfica de 344,49 hab/km².

 

Vegetação

Floresta Tropical subperinifólia, subcadofólia com baixo teor de matéria orgânica francamente ácida.

 

Solo

  • Grande parte ocupado pelo tipo Latossolo Amarelo e o Argissolo Amarelo de textura franco-argilo-arenosa, fase floresta tropical subperenifólia/subcaducifólia, com baixo teor de matéria orgânica, fracamente ácido, de grandes extensões na faixa pré-litorânea do Nordeste do Brasil.
  • Solo típico do litoral do nordeste brasileiro (fonte: Prefeitura).

 

Hidrografia

  • Faz parte das vertentes do rio Paraguaçu, entre seus afluentes os principais são os riachos:

 

Afluentes

  • Capivari
  • de Tomaz
  • Jaguaripe
  • Caminhoá
  • Poções
  • Araçás
  • da Estiva
  • Laranjeira

lagoas

  • da Tereza Ribeiro
  • do Engenho da Lagoa - Distante 20 km do lago da Pedra do Cavalo, que tem 186 km² de superfície, acumulando um volume de 5,3 bilhões de metros cúbicos de água, correspondente a 1,5 vezes a baía da Guanabara (RJ) Essa barragem tem 40m de comprimento e 142m de altura máxima. Foi construído pelo antigo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca.-(DENOCS).
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